segunda-feira, 5 de maio de 2008

Idiocracy – EUA (2005)


Sinopse: O soldado Joe Bauer (Luke Wilson) foi congelado como cobaia em uma experiência do exército no ano de 2005, porém, devido a fatos inesperados, foi despertado no ano de 2505. Totalmente perdido, Joe percebe que todos os seres humanos ficaram extremamente burros, já que não houve mais seleção natural entre inteligentes e não inteligentes, e como os inteligentes não se reproduziram como devia.... Vuo a lá! Joe se torna o homem mais inteligente do mundo! O que pode acontecer quando a esperança da humanidade está nas mãos de um homem, digamos, não muito experto?(Dir.:Mike Judge).

AUHAUHAUHUAUAH! Enganaram o bobo, na casca do ovo! Quando eu li a resenha na locadora (diga-se de passagem, era uma sinopse infinitamente melhor do que a bosta que eu escrevi) me pareceu ser uma comédia com um enredo maravilhoso! Que poderiam ser abordados vários questionamentos filosóficos sobre um pensar sobre o homem e qual o seu futuro tendo em vista a sociedade moderna. Cai que nem um patinho! O filme não passou de um grande pastelão de péssima qualidade! Puta merda, vou te contar...

Não há nenhuma sátira realmente interessante á nossa hipotética sociedade posterior. Brinca-se muito com a incapacidade de pensar, nossa extrema preguiça tendo como exemplo de tal preguiça, uma poltrona que é privada e serve para contemplar a televisão que exibe um programa que não foge muito da nossa velha conhecida “vídeo-cassetadas”. Não precisamos ir para o futuro para falar que nós seres humanos, dotados de uma inteligência considerável, perdemos horas da nossa vida olhando uma porcaria de um eletrodoméstico luminoso que exibe imagens de outros seres humanos em situações acidentais, em que na maioria das vezes causam dor ou vergonha ao acidentado.

Também achei ridículo o fato do imbecil mais inteligente salvar o mundo apenas lembrando que é necessário regar plantas com água e não com bebidas salinizadas como “Gatorade®”. Nós no futuro (segundo o filme), acreditaremos tanto que essas bebidas sejam a mais completa fonte de saúde, ao ponto de hidratarmos até as plantas com tal líquido. Não que isso não seja totalmente sem-graça, mas esse acaba sendo um dos fatos de maior relevância durante toda a trama. Após ver o filme cheguei a conclusão que a melhor coisa que o Mike Judge fez da vida foi o crássico Beavis and Butt-Head.

Enfim, eu esperava um humor mais inteligente, como é possível ver em outros filmes estadunidense como por exemplo “Evolution”, que até segue mais ou menos a mesma idéia. O filme deixou a desejar nos diálogos, nas piadas, no figurino... em tudo! E pronto, achei uma merda mesmo, não recomendo pra ninguém, não perca tempo, pois a única coisa interessante do filme é o próprio nome (e a sinopse da caixa do DVD na versão brasileira).

L'auberge Espagnole - França/Espanha (2002)


Sinopse: Na atual União Européia existe um programa de intercâmbio cultural e acadêmico chamado "Erasmus" e é nesse contexto em que se desenrola a trama de L'auberge Espagnole. A história é contada sobre a ótica e narração de Xavier, Um francês que por necessidades profissionais se candidata a participar do projeto Erasmus, indo para a Espanha, onde acaba morando com mais seis pessoas, sendo que cada uma dessas pertence a nacionalidades distintas, formando assim uma estranha e peculiar torre de babel. Altamente recomendado para os ex-universitários nostálgicos de plantão!

Eu sei que eu sou um dos últimos a assistir esse filme, que ele não é novidade nenhuma para muitos, mas tudo bem.

Bom o meu relato sobre esse filme não terá filtro algum de imparcialidade. Ele será mais um relato visceral do que propriamente um comentário ou mesmo uma crítica do filme.

Ah...Como me senti em casa ao ver esse filme. De repente todas as experiências que tive em quatro anos me foram expressas em apenas duas horas. Albergue espanhol consegue mostrar com uma boa parcela de realidade como é a vida de alguém que sai da sua casa para estudar fora.Tudo bem que o choque cultural que o protagonista sofre não se compara com minha experiência. Eu não saí do país, mas troquei de estado. Mas como moro num país de dimensões continentais, posso dizer que quase percorri a mesma distância que ele. Fui parar em Londrina. Já morei em vários lugares, mas nenhum desses lugares me proporcionou o que Londrina foi capaz de me dar. Acredito que nunca havia sido tão próximo de mim em toda a vida. Acredito que por essa experiência em particular eu tenha me identificado tão profundamente nesse filme. Sou como Xavier, que somente quando teve a experiência de morar com outras pessoas, que não fossem parentes, que pode enfim transparecer tudo aquilo o que realmente se é. Independente de seus defeitos e trejeitos. Uma cena que talvez para outros olhos seja apenas um apelo dramático foi um perfeito retrato do que sinto hoje. A cena em questão é uma das últimas, onde Xavier passeia pelas ruas de Paris e encontra um grupo de estudantes do "Erasmus" e ao vê-los forma-se em sua fronte uma expressão de profunda nostalgia de um período tão efêmero, mas que foi capaz de talhar marcas eternas em sua vida. Fica aqui um pequeno desabafo de alguém que também sente dessa forma e também sabe que por mais que sonhe e queira, essa época não retornará. Obrigado a todos com quem tive os prazeres e desprazeres de conhecer durante minha estadia em Londrina. Daqui algum tempo eu postarei a continuação desse filme, que se chama “Les Poupées russe”, e que por sinal assisti há um ano atrás em Londrina, mas devido ao impacto que L'auberge Espagnole causou em mim, torna-se necessário comentar o desfecho desse filme e também o de minha vida, mas isso ao futuro pertence. Au revoir...