
Sinopse: O soldado Joe Bauer (Luke Wilson) foi congelado como cobaia em uma experiência do exército no ano de 2005, porém, devido a fatos inesperados, foi despertado no ano de 2505. Totalmente perdido, Joe percebe que todos os seres humanos ficaram extremamente burros, já que não houve mais seleção natural entre inteligentes e não inteligentes, e como os inteligentes não se reproduziram como devia.... Vuo a lá! Joe se torna o homem mais inteligente do mundo! O que pode acontecer quando a esperança da humanidade está nas mãos de um homem, digamos, não muito experto?(Dir.:Mike Judge).
AUHAUHAUHUAUAH! Enganaram o bobo, na casca do ovo! Quando eu li a resenha na locadora (diga-se de passagem, era uma sinopse infinitamente melhor do que a bosta que eu escrevi) me pareceu ser uma comédia com um enredo maravilhoso! Que poderiam ser abordados vários questionamentos filosóficos sobre um pensar sobre o homem e qual o seu futuro tendo em vista a sociedade moderna. Cai que nem um patinho! O filme não passou de um grande pastelão de péssima qualidade! Puta merda, vou te contar...
Não há nenhuma sátira realmente interessante á nossa hipotética sociedade posterior. Brinca-se muito com a incapacidade de pensar, nossa extrema preguiça tendo como exemplo de tal preguiça, uma poltrona que é privada e serve para contemplar a televisão que exibe um programa que não foge muito da nossa velha conhecida “vídeo-cassetadas”. Não precisamos ir para o futuro para falar que nós seres humanos, dotados de uma inteligência considerável, perdemos horas da nossa vida olhando uma porcaria de um eletrodoméstico luminoso que exibe imagens de outros seres humanos em situações acidentais, em que na maioria das vezes causam dor ou vergonha ao acidentado.
Também achei ridículo o fato do imbecil mais inteligente salvar o mundo apenas lembrando que é necessário regar plantas com água e não com bebidas salinizadas como “Gatorade®”. Nós no futuro (segundo o filme), acreditaremos tanto que essas bebidas sejam a mais completa fonte de saúde, ao ponto de hidratarmos até as plantas com tal líquido. Não que isso não seja totalmente sem-graça, mas esse acaba sendo um dos fatos de maior relevância durante toda a trama. Após ver o filme cheguei a conclusão que a melhor coisa que o Mike Judge fez da vida foi o crássico Beavis and Butt-Head.
Enfim, eu esperava um humor mais inteligente, como é possível ver em outros filmes estadunidense como por exemplo “Evolution”, que até segue mais ou menos a mesma idéia. O filme deixou a desejar nos diálogos, nas piadas, no figurino... em tudo! E pronto, achei uma merda mesmo, não recomendo pra ninguém, não perca tempo, pois a única coisa interessante do filme é o próprio nome (e a sinopse da caixa do DVD na versão brasileira).

